quinta-feira, 29 de dezembro de 2011


Eu só aceito a condição de ter você só pra mim.
Eu sei, não é assim...
Mas deixa eu fingir - e rir. 
Não sei se eu saberia, chegar até o final do dia sem você... 

terça-feira, 27 de dezembro de 2011


"Toda vez que toca o telefone, eu penso que é você. Toda noite de insônia, eu penso em te escrever. Pra dizer que o teu silêncio me agride, e não me agrada ser um calendário do ano passado. Pra dizer que o teu crime me cansa, e não compensa entrar na dança depois que a música parou. (...)"


Perfeita Simetria - Engenheiros do Hawaii

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

"Para toda angustiante interrogação, existe uma inesperada exclamação. 
Para toda vírgula que não te deixa ir adiante, existe um ponto final. 
Para toda reticência que dói para sempre, existe um novo parágrafo."


E que em 2012 façamos um lindo roteiro! :)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011


"...Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais — por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia — qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.
Tinha terminado, então. Porque a gente, alguma coisa dentro da gente, sempre sabe exatamente quando termina.
Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas. Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo..." CFA

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Você me bagunça


(...)Você me bagunça e tumultua tudo em mim.
E ainda joga baixo, eu acho, nem sei,
Só sei que foi assim...
Assimila, dissimula, afronta, apronta, diz: "carrega-me nos abraços"
Lapida-me a pedra bruta, insulta, assalta-me os textos, os traços
Me desapropria o rumo, o prumo, juro: me padeço com você.
Me desassossega, rega a alma, roga a calma em minha travessia
Outro "porquê"...
Parece que o coração carece e diz: "Pára! Silencia."
Se embrulha e se embaralha,
Reconsiderar o ar, o andar , nossa absolvição, a escuta e a fala
Nos amorizar o dia, fio, corredor, a calçada, o passeio e a sala
Se perder sem se podar e se importar comigo
Aprender você sem te prender comigo
Difícil precisar quanto preciso.

- O Teatro Mágico

Nas margens de mim

Eu me senti como um rei
Me larguei, dormi, nas margens de mim
Me perdi por querer, eu não fiz, não fui
Me desaprendi...
Eu quis prestar atenção
Tudo o que é menor, mais lento e baldio
Deixo o rio passar tão voraz, veloz
Me deixo ficar.
Quando o sol acena, bate em mim
Diz valer a pena ser assim
Que no fundo é simples ser feliz
Difícil é ser tão simples...
Difícil é ser tão simples...
Difícil mesmo é ser.
Me recolhi, fiquei só
Até florescer
Desapego e raiz, improviso e razão
Canto pra colher, agora e aqui.
De qualquer maneira, parte em mim
Diz valer a pena ser assim
Que no fundo é simples ser feliz
Difícil é ser tão simples...
Difícil é ser tão simples...
Difícil mesmo é ser.

Anitelli

domingo, 11 de dezembro de 2011

"... porque o que quase foi não pode atrapalhar o que ainda pode ser."


"(...) E de escolhas e de perdas é feita a nossa história. Não há nada que se possa fazer a não ser carregar por um tempo um peso sufocante de impotência: eu escolhi que aquele fosse o último abraço. 
Agora é outra que se perde em ombros tão largos, tomara que ela não se perca tanto ao ponto de um dia não enxergar o quanto aquele abraço é o lado bom da vida. 
(...) Aquele abraço era o lado bom da vida, mas para valorizá-lo eu precisava viver. E que irônico: pra viver eu precisava perdê-lo. "


Tati Bernardi

sábado, 10 de dezembro de 2011

"Pode dizer...diz pra eles que ela é de riso, abrigo mas também de drama e 'tô de mal.'
Diz que ela é de estragos durante abalos sísmicos mas sabe ser arco-íris depois do temporal.
Avisa que ela é de gênio forte, voz, vez e opinião,
mas que esconde um coração sensível que não resiste a pessoas que sabem conquistar sua alma.
Diz pra eles que ela é pra poucos, loucos, imperfeitos mas bons.
Conta que um escrito, até mesmo um SMS, é capaz de transformar seu humor, que aparência não lhe apetece mais que essência, que surpresa, mãos dadas e paparicos são seus pontos fracos e que ela é mal acostumada com coisinhas que benditos filmes lhe fizeram acreditar.
Diz que ela tem mais medo de atravessar rua do que pagar pra ver os resultados incertos de seus desafios.
E não esquece de contar que por trás da pouca maquiagem e muita ironia, ela é, sobretudo, realidade querendo virar sonho!"

Yohana d'Arc
"Discretamente, enviei sinais de socorro aos amigos. Ninguém ajudou. Me virei sozinho. Isso me endureceu um pouco mais. Não foi só você, não. Foram também pessoas até mais íntimas, (…) me virei sozinho com enormes dificuldades. Não me lamuriei. Mas preciso que as pessoas saibam que isso doeu — exatamente porque algumas destas pessoas (…) importam para mim."



quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

"A bailarina e o soldado de chumbo"





Sempre gostei dessa música, pelo modo de cantar a dor como a uma canção de ninar. É que tem muita saudade, um quê de tristeza e de fatalidade... Tem uma certa beleza nessa melancolia.
"Vai dizer que nossas preces não alcançaram o céu?"
Pedimos amor, meu bem. E amor só é bom se doer.

#ficaadica

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

‎"Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor."


mas eis  que...


"Esse é o maior problema dos desejos: eles não aceitam não como resposta. 
Você só coloca um ponto final nele se for até o fim. 
Para matar um desejo é preciso viver, nem que depois você morra junto com ele."
"Em outros tempos diria - 'tomei raiva de você'. Mas nem foi raiva, vejo isso agora. É só tristeza mesmo."
"Vive, menina. Vive! Porque o tempo cura, e traz pra vida da gente um motivo maior pra seguir. Acredite: o passado não tem volta, e nada dói pra sempre."

Escute aqui, menina: pare de chorar e ocupe o lugar que você escolheu!  

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011



"Daqui a 50 anos eu ainda vou saber seu nome e vou me lembrar de todas as vezes que você me fez sorrir. Na minha memória, tão congestionada - e no meu coração - tão cheio de marcas e poços - você ocupa um dos lugares mais bonitos." CFA

"Guarde um sonho bom pra mim"

Melhor você buscar seu caminho. De lá, por favor, me conte o que viu, os lugares onde andou, e até de quem você amou. Talvez  me rasgue ver seu olhar com brilho novo, mas não se perca me esperando, que pode ser d'eu não ir. É que acontece d'eu conturbar meu destino, é de praxe eu fugir, e ir atalhando a dor. Eu não culpo ninguém, que a vida é assim... Ela simplesmente vai. E se a gente esperar o desentortar da estrada, pode ser que não dê em nada, e a gente fique sem lugar. Eu vou levar seu sorriso, um amuleto pra espantar o mal. Leve minha saudade, e toda lembrança boa, que quero saber de você rir sincero de me lembrar. Olha, desculpa essa confusão, essa falta de jeito, esse despeito, essa agonia, esse mau amor. Mas pensando bem, vai dar tudo certo, mesmo com esse futuro incerto, que eu te quero feliz mais do que te quero meu.


"Agora eles vão ter que inventar a fantasia para sobreviver à fenda, para fazer face àquilo que vai nascer no instante em que esse abraço encontrar o seu destino."


AMARAL, Maria Adelaide in Aos meus amigos

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Nada por acaso

      "Eles se amam. Todo mundo sabe, mas poucos entenderiam.  Uns dizem que jamais dariam certo. Outros dizem que foram feitos um para o outro. Eles preferem não dizer nada. Todas as noites ela pensa nele, e todas as manhãs ele pensa nela. E assim vão vivendo até quando os motivos para estar com o outro sejam mais fortes do que os motivos que os afastam. Dentro de cada um tem um pedaço do outro. E mesmo sorrindo por aí, cada um sabe a falta que o outro faz!  
E todos os dias eles se perguntam o que fazer... E imaginam os abraços, o toque, o carinho e todo amor que têm guardado. E no momento certo eles se encontrarão... e nada, nada será por acaso!" 

 (Tati Bernardi - modificado) 

sábado, 26 de novembro de 2011





"Às vezes é tormenta,
Fosse uma navegação.
Pode ser que o barco vire
Também pode ser que não..."
"Eu morro de saudades do que era pra viver
E vivo da viagem de reencontrar você
Meus olhos do passado num futuro que nem sei
De tantas outras vidas
Mil pontos de partida
E todos os detalhes do que não aconteceu
Repetem o roteiro pra mostrar você e eu
O filme recomeça e nunca chega até o fim
E nessa nova vida
Não tem a despedida..."


Meio Almodóvar - Lenine


Afinal, o que é 
verdadeiro volta, ou nunca se vai?

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O tipo certo de pessoa errada...


"Eu sei que ela deseja
Que eu seja essa ameaça
A dose de coragem,
A emoção que falta.
E eu tenho tanto medo
Será que é tarde ou cedo?
Eu me sinto dividido entre princípios e desejos..."

Um herói que mata - Leoni

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Definitivo

Definitivo, como tudo o que é simples. 
Nossa dor não advém das coisas vividas, 
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. 


Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos 
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções 
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado 
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter 
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que 
gostaríamos de ter compartilhado, 
e não compartilhamos. 
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. 


Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas 
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um 
amigo, para nadar, para namorar. 


Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os 
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas 
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. 


Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. 


Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo 
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, 
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. 


Por que sofremos tanto por amor? 
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma 
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez 
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz. 


Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um 
verso: 


Se iludindo menos e vivendo mais!!! 
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida 
está no amor que não damos, nas forças que não usamos, 
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do 
sofrimento, perdemos também a felicidade. 


A dor é inevitável. 
O sofrimento é opcional...


Carlos Drummond de Andrade

sábado, 12 de novembro de 2011

Prólogo



Eram quatro da manhã, e nenhum som se ouvia além do ritmo descompassado daquela respiração chorosa. Sentada, no escuro, ela deixava as lágrimas caírem pelo rosto. Ainda não raciocinava direito, era só aquele abismo no peito. As coisas iam bem até que ele decidiu que não haveria mais história para eles. Talvez há muito as coisas não andassem bem, mas os olhos brilhantes de afeto que ela tinha, não a deixavam ver os pequenos incômodos que se acumulavam na alma dele. E ele partiu. Aquele "eu te amo, mas vou te deixar" era um paradoxo cruel e sem nexo. Ainda com os olhos úmidos veio o sono, mas não a paz.
(...)
Mais tarde ela veria, ainda muitas e muitas vezes, que "paz" não é uma tradução exata de amor. Aliás, para preservar sua sanidade, ela aprendeu a não  buscar tal tradução. Valorizaria cada gesto, cada telefonema, cada pequena renúncia do outro. Mas levaria a eterna desconfiança das declarações que ouviria. Palavras são manipuláveis, concluiu. Mas ela, não mais.

Será?

“Ele pode estar olhando as suas fotos neste exato momento. Por que não? Passou-se muito tempo. Detalhes se perderam. E daí ? Pode ser que ele faça todas as coisas que você faz, escondida. Sem deixar rastro nem pistas. Talvez ele passe a mão na barba mal feita e sinta saudade do quanto você gostava disso. Ou percorra trajetos que eram seus, na tentativa de não deixar que você se disperse das lembranças. As boas. Por escolha ou fatalidade, pouco importa, ele pode pensar em você . Todos os dias. E ainda assim preferir o silêncio. Ele pode reler seus bilhetes, procurar o seu cheiro em outros cheiros. Ele pode ouvir as suas músicas, procurar a sua voz em outras vozes. Quem nos faz falta acerta o coração como um vento súbito que entra pela janela aberta. Não há escape! Talvez ele perceba que você faz falta. E diferença. De alguma forma, numa noite fria. Você não sabe. Ele pode ser o cara com quem passará aquele tão sonhado verão em Paris. Talvez ele volte. Ou não.”  Caio Fernando Abreu

sexta-feira, 1 de abril de 2011

"A justiça é cega, mas a injustiça nós podemos ver!"

"Vou soltar o inocente, não tem culpa quem prendeu.
Vou castigar quem matou, vou rezar pra quem morrer.
Vou defender quem apanha 'batendo' em quem bateu.
Vou tomar de quem roubou tirando o que não é seu.
Vou jogar com quem ganhou, vou ganhar pra quem perdeu.
E para quem não tem nada, vou dar o que Deus me deu.
Se eu der tudo que eu tenho, não acaba o que é meu!"

Em tempo de avanço - Almir Sater

quinta-feira, 31 de março de 2011

Conta certa lenda, que estavam duas crianças patinando num lago congelado. Era uma tarde nublada e fria, e as crianças brincavam despreocupadas. De repente, o gelo quebrou e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou. A outra, vendo seu amiguinho preso, e se congelando, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo por fim, quebrá-lo e libertar o amigo. Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:
- Como você conseguiu fazer isso? É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!
Nesse instante, um ancião que passava pelo local, comentou:
- Eu sei como ele conseguiu.
Todos perguntaram:
- Pode nos dizer como?
- É simples: - respondeu o velho.
- Não havia ninguém ao seu redor para lhe dizer que não seria capaz.

Albert Einstein 


Fazer da queda um passo de dança

"De tudo ficaram três coisas: a certeza de que ele estava sempre começando, a certeza de que era preciso continuar e a certeza de que seria interrompido antes de terminar. Fazer da interrupção um caminho novo. Fazer da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sono uma ponte, da procura um encontro."

Fernando Sabino in O Encontro Marcado 

Sobre pontos finais e reticências

Alguns relacionamentos não terminam com um ponto final. Após o consenso da separação, ficam ainda umas roupas no armário, alguns sabonetes com cheiro de saudade e fotos no fundo da gaveta. Reticências, em composições literárias, dão idéia de continuidade do pensamento. Nesse caso, é como se terminássemos a fase também com elas. É como deixar a porta aberta, mas com o tempo se percebe que ninguém irá voltar. A única coisa que entra por essa porta é o frio, companheiro usual da solidão.
Abaixo, algumas palavras de Rubem Braga, que traduzem um pouco do que tenho pensado (e sentido):

"E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval — uma pessoa se perde da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para os amantes pensar que a última vez que se encontraram se amaram muito — depois apenas aconteceu que não se encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para seu lado — sem glória nem humilhação.

Creio que será permitido guardar uma leve tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de alívio, e de sossego; e um indefinível remorso; e um recôndito despeito.

E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossa vida; que a lembrança deles nos faz sentir maior a nossa solidão; mas que essa solidão ficou menos infeliz: que importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa noite e de nosso confuso sonho?

Talvez não mereçamos imaginar que haverá outros verões; se eles vierem, nós os receberemos obedientes como as cigarras e as paineiras — com flores e cantos. O inverno — te lembras — nos maltratou; não havia flores, não havia mar, e fomos sacudidos de um lado para outro como dois bonecos na mão de um titeriteiro inábil.

Ah, talvez valesse a pena dizer que houve um telefonema que não pôde haver; entretanto, é possível que não adiantasse nada. Para que explicações? Esqueçamos as pequenas coisas mortificantes; o silêncio torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus.

A pequena palavra que se alonga como um canto de cigarra perdido numa tarde de domingo."

Extraído do livro "A Traição das Elegantes", Editora Sabiá – Rio de Janeiro, 1967, pág. 83.